Sobre a Graça, as Garças e sobre Nós.
Nem a verdade das aves condiz com um belo eterno
Nossa liberdade. Livres consentidos, livres convencidos. Com ou sem sentidos.
Sentimos muito e estamos em perigo. Poucas casas muitos abrigos.
E falam os outros de esperança.
Que dança.
Paletar por esconderijo.
Esconda-me a boca.
Te beijo
Com meu favo
Com meu passo
Comeu falo, como eu falo, como eu mixo.
Revoar de esplanadas.
Sorrir ao novo nascer do sol é brilhar diante de tanto Vermelho.
Colorimos com rúbio a cor das árvores.
Esquecemos-nos de que caem secas e neutras as suas folhas.
Pra onde vai toda a garra e gana?
Onde se recicla, de onde se manda?
Cadê a conta.
Sombras.
Ascende um cigarro ao moço.
No momento, não posso fumar
Mas alegro-me que o façam por mim.
Somos.
Deveras somos. Deveríamos e não somos. Devemos porque somos. Sonos. E sons de esgoto.
Cochichar de boatos.
A minha boate é de vidro fosco.
Entram e saem valadares. Nem sabem do hoster e do gosto.
Do gozo.
Vestibular. Prostíbulo de poço. Posso. Mostro. Tortos.
Prefiro voar com as aves.
Nem que seja de pipa ou de avião.
Porque sonhar, no mais, é de menos.
Sonhar acordado é pra quem tem almofadas.
Nada. Nem fadas.
Ascenderei eu também o pigarro. Falso. Farra. Falácia.
Que demora.
Me liga em boa hora.
Me desliga agora.
Sou. Somos. Pra fora.
Parar não é preciso para a tosa.
Colares e formosas.
Chamem as cadelas.
Somos as garças do início.
Não temos pêlos.
Mas temos penas.
Somos pássaros.
Não aprendemos a voar.



