Tuesday, January 30, 2007

1 (um) minuto de ojeriza a, ao

meio, freio
metade, parte
preto, feio
medo, tarde

branco, nulo
manco, surdo
a todos os covardes

às falsas amizades e às falsas verdades

ao pouco, ao louco
e ao são mercenário
ao tanto, ao pranto
e aos que são tão do passado

ladainha, latrina
lattes, doutrina
à forma e à fôrma
aos doutos e às drogas

1 minuto de ojeriza
ao não, ao quase
ao "queria", "faria", "eu ia"
por pouco, contudo, todavia
uma pena, que dor, sentiria

ao ego oco, e aos cocos largados pela trilha...

À minha tia
E a todos aqueles que nos proibem de sonhar


*poesia escrita ontem de madrugada, por volta das 3h. Só consegui durmir depois de escrevê-la.

Thursday, January 25, 2007

"Da janela vê-se o Corcovado, O Redentor, que lindo!"

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama
E eu que era triste
Discrente desse mundo...
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

[Para ler esta postagem, duas sugestões de música: - Corcovado (na voz de João Gilberto) e Samba da Benção (na de Bebel)- Basta clicar nos respectivos endereços das músicas, selecionar a opção certa e ouvir! ]
1- Corcovado http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?busca=corcovado¶m1=homebusca&check=musica
Só se pode compreender a bossa nova estando no Rio de Janeiro. Ver na Lagoa espelho da alma do carioca. Andar por qualquer rua da Zona Sul e procurar um morro qualquer, daqueles tantos... e, então, buscar o seu topo e perceber, por uma imensa e linda florestagem, que nuvenzinhas branquinhas escondem nele o Céu.
Andar pela praia e ver aquelas menininhas todas perfeitinhas andando de bicicleta, no piloto automático. E ver tantos gringos sorrindo... e ver-se como gringo, ora ou outra. Parar em qualquer lugar e respirar muito bem... e sentir aquela sensação nostálgica, blazê, quase lounge, da bossa nova.
Frios ou quentes os visitantes, aborrecidos ou enternecidos, estaremos todos sob o manto do Cristo. Não há melhor representação para os nossos dias. Violentos ou não, estamos sob a égide do maior. Para uns, apenas uma estátua. Para outros, a Redenção.

Não foi a primeira vez que fui ao Rio. Foi a quinta. Mas nunca vi o Cristo tão de perto. E o resto... o resto, meus caros, é com Manoel Carlos (risos)
Agradecimentos sinceros àqueles que nos faz o mundo girar. F.

Thursday, January 04, 2007

A imensa Ajuda de Arraial





Pois bem. Indas e vindas da vida, aqui estou, egresso de Arraial da Nossa Senhora da Ajuda, distrito de Porto Seguro, terra da farra, das amizades, das praias tudo, da galera linda e de acidentes também (risos). Aí estão três fotos que achei bem legal colocar aqui, uma é com o pessoal do quarto da pousada, lá na praia do Parracho (Tainá, Ricardo, Eu, Chico, Fabiana e Nataly), outra é com os (já) grande amigos, Ric, Chiquinho, Fabio e Bruno, na famosa Axe Moi, em Porto Seguro e a última é o dia do reveillon mais uma apertada van, com direito a Fabiana com cara de bêbada. rs.

Não vou me delongar. Juro que cheguei lá com uma expectativa muito grande, pelo tanto que já ouvi falar. Mas com o tempo foi exatamente aquilo: só mulher gata (e homem também, diga-se), uma animação desde as vans, a vila de Arraial é uma graça, de tarde o pessoal dançando, sorrindo, na praia do Parracho, e de noite cada show 10 (Ivete, Eva, Asa), aliás, o Asa tocou 5h (CINCO HORAS) no Trivela, foi sensacional, e no reveillon tocou quase quatro horas e meia!!! Hehehe. Todos os dias no Parracho amanheciam com os shows, galera de pé na areia, e um clima sensacional. Foi ótimo. Destaque para o meu beliche que despencou no chão comigo dormindo (fortes gargalhadas)e para o fato de TODOS OS CAIXAS ELETRÔNICOS DA CIDADE NÃO FUNCIONAREM NO DIA 31!!! Hehehe Passei a virada com R$3,00 no bolso, com direito a alguns empréstimos de R$1,00 , R$2,00, e R$ 5,00 (tava todo mundo em situação parecida) e aqui agradeço humildemente às meninas com quem troquei beijos e que comigo dividiram algumas cervejas (é, realmente, o que seria o mundo sem as mulheres... rs).

Agora rumo ao RIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Beijo a todos.

Arranjos e Arrachos

Uma música para enfeitar o dia
O Sol chamando pra fazer gandaia e trocar carícias
E balanços inusitados na rede, na areia, no concreto, na van

De tudo um pouco
E um melmizade a colorir o grande dezembro

Uma nota a empurrar esta sinestesia
Estamos todos, cariocas baianos, anestesiados pela poesia
Eita terra boa... há ainda grãos de areia incucados pelos meus pés

E sentir no rosto tanto amanhecer
Não há noite que perdure nesta alegria

Desfazer de malas
Distribuirei cartõezinhos para a próxima Entrada

Viver da vida cinza, trabalho do dia
Vou juntando cacos e ver se me acho numa curva do Parracho
E a cada foto, flash, solapo
Relembrar-me-ei, de soslaio
De tanta vida, de tantos amigos-irmãos-cumpadres

Chegará minha Hora
E poderei dizer ao mundo verdades ocultas sob um manto de areia...