Fronte
Procurarei
Enquanto raiar sol pelas frestas de minha taba
Enquanto pulsar o cardíaco líquido que não se acaba
Enquanto o tanto não for mais, e o de menos for para sempre
Procurarei
Sempre e nunca darei o braço nem as pernas a torçer
Porque são de ferro as pernas que procuraram tantas vezes tocar o céu
O céu não é infinito, é do tamanho dos nossos sonhos
E sonhemos, e sonhemos tanto
Porque há de existir razão para os prantos
E não me diga que são intrigas da vida
Tudo se compensa no mais natural embate
Procuramos um outro covarde
Cintilamos num alguém uma luz clara e ideal
Que pena.
É assim que perdemos o foco de nossa própria estrela.
Quero me limpar de tantas exigências
Despir-me ao desconhecido para poder encontrar alguém
Mudar de rota e ritmo
Pongar numa onda que me traga diferentes mares
Ah...
São tantos ares.
Fecharei portas e abrirei janelas.
Bem se sabe que os pássaros não rastejam por terra.
É hora de parar de olhar pra baixo e para trás.
Pegadas não nos levam àquele que ronda nossos sonhos de céu.
