Fronte
Procurarei
Enquanto raiar sol pelas frestas de minha taba
Enquanto pulsar o cardíaco líquido que não se acaba
Enquanto o tanto não for mais, e o de menos for para sempre
Procurarei
Sempre e nunca darei o braço nem as pernas a torçer
Porque são de ferro as pernas que procuraram tantas vezes tocar o céu
O céu não é infinito, é do tamanho dos nossos sonhos
E sonhemos, e sonhemos tanto
Porque há de existir razão para os prantos
E não me diga que são intrigas da vida
Tudo se compensa no mais natural embate
Procuramos um outro covarde
Cintilamos num alguém uma luz clara e ideal
Que pena.
É assim que perdemos o foco de nossa própria estrela.
Quero me limpar de tantas exigências
Despir-me ao desconhecido para poder encontrar alguém
Mudar de rota e ritmo
Pongar numa onda que me traga diferentes mares
Ah...
São tantos ares.
Fecharei portas e abrirei janelas.
Bem se sabe que os pássaros não rastejam por terra.
É hora de parar de olhar pra baixo e para trás.
Pegadas não nos levam àquele que ronda nossos sonhos de céu.

5 Comments:
Amooooooore!!! A cada texto você se supera, este é especialmente lindo, acho que me identifiquei, com cada verso, com cada palavra, simplesmente, MARAVILHOSO!!! Meu preferido, até agora!! Que sua inspiração cresça a cada dia!!! Beijão mano!! ;*
Amigo, me identifiquei completamente com esse poema, é incrível como você consegue se experessar tão bem através da escrita! enfim, saudades mil, não vejo a hora de ir ao Brasil, e poder reve-lo! Abração!
oi, disse que voltaria aqui assim que possivel, massa esse poema, usei parte dele em uma foto do meu orkut, espero que não se importe. hehehehehe...continue assim! parabéns!
Oi Luga, tudo bom ? Não estou conseguindo te identificar. Quem eres usted? :)
Bem, quanto ao uso do poema, tranquilo, "qualquer reprodução desta material está autorizada, desde que citada a fonte". Abração :p
Cadê?!?! Quero maisss!! =D Saudaaaaade mano!!! Beijões ;****
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