Wednesday, June 27, 2007

Dias


Ai que essa idade me come as estribeiras
Me mata a beira da cama
Traz passados enterrados
E não resolve esse futuro vindouro

Futuro teimoso
Nunca chega
Aguardo, como uma noiva paciente
Pádua e clemente. Não há sinais de mudança neste quadro.

E passam os minutos... as horas... calvário.
O tilintar de copos distantes, essa pantomima cediça e honrosa.
Tic Tac, os ponteiros me apontam a um nada.
Beira de abismo. Estrada.

Doem os queixos afundados na almofada.

Que fazer amanhã ou mesmo hoje?
Tantas tarefas, poucos monges.
Rezar para quem e para onde?
Onde buscar, o que buscar e, qual mesmo seu nome?

Ai que ta me dando um sono.
Voltarei a dormir.
E quem sabe não me embale nalgum sonho.
Que não me abale e que me desentale deste dia insosso.

Quero acordar com um diário.
Um mapa na cabeceira.
Uns beijos no pescoço.
E uma rota a ser traçada, todos os dias.

Sonhar para não perder o sono.
Acordar para dormir com planos.

Vamos?

4 Comments:

At Wednesday, June 27, 2007, Blogger O admoestador said...

rapaz, esse poema parece que foi escrito por mim! ehehehe. ando assim ultimamente! sna verdade sonho muito..acho que desde que nasci...e parece que as vezes tb tudo para....então..vamos continuar a sonhar!

abraços Bernado!

 
At Wednesday, June 27, 2007, Blogger B. said...

Gostaria de dedicar esta poesia ao amigo Vitor. Escritor e tanto! Uma pessoa que faz falta! :D

 
At Wednesday, June 27, 2007, Blogger Victor Longo said...

Pena que se escreve com "c". Hahaha. Obrigado pela dedicação

 
At Wednesday, June 27, 2007, Anonymous Anonymous said...

este aqui comento pessoalmente! hahahahaha!
beijao amore

 

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